Introdução Alimentar do bebê: uma jornada pessoal

Introdução Alimentar do bebê: uma jornada pessoal
Ah, essa introdução alimentar...que fala mais de nós que de nossos filhos.
Quando você começa a alimentar o bebê, as coisas têm o potencial de ficarem mais emocionantes. Nos deparamos com situações novas e muitos medos/conflitos/tabus sobre a NOSSA  alimentação vêm à tona com uma urgência para serem replicados.

Em alguns dias o bebê não quer comida (e pode jogar tudo no chão ou cuspir), em outros, pode ser uma fera faminta. Pode parecer que seu bebê gosta de comida num dia e no outro não. E tudo isso é normal!

Quando o bebê começa a comer, há um pouco mais em que pensar e acompanhar, mas os conceitos gerais permanecem os mesmos. Primeiro, vamos revisar a divisão clássica de responsabilidades. Você, o pai/mãe/cuidador, decide o que e quando o seu filho irá comer. Seu bebê é responsável por SE e QUANTO. Se você está alimentando via seio/mamadeira, dando comida com uma colher ou permitindo que o bebê se auto-alimente, respeite os sinais de saciedade dele.

Lembre-se de que aprender a aceitar novos alimentos é uma questão de exploração. Permita que seu bebê explore verdadeiramente os alimentos ao tocar, cheirar e brincar com eles. É muito normal eles colocarem algo na boca e cuspirem de volta. Podem ser necessárias muitas exposições a um alimento antes que a criança o aceite. 

Enquanto alguns posicionam “métodos” como uma filosofia de alimentação de tudo ou nada, eu não acredito que seja assim.

Na verdade, parte da beleza da Introdução Alimentar é ser uma experiência muito INTUITIVA e COLABORATIVA para o bebê e seus pais.

Pode ser que, em alguns momentos, você precise ajudar o bebê a comer, outros em que você desejará alimentá-lo diretamente devido a limitações de tempo ou necessidades nutricionais. Você pode ter um cuidador ou parente que prefere a alimentação com purê X a introdução alimentar conduzida exclusivamente pelo bebê (BLW). Você pode passar por fases em que tudo que o bebê quer são sopas e smoothies, e isso é perfeitamente OK!
O ponto é: escute, observe e responda às necessidades do SEU bebê (e da SUA família).


Se precisar fazer pausas no BLW, faça. Se você tem medo de asfixia com certos alimentos, retire-os por um tempo (ou dê de outra forma). Se 100% de adesão ao BLW está funcionando para vocês, excelente. 
Permitir-lhes essa liberdade de exploração (e tentativa e erro) ajudará seu bebê a se transformar em um comedor feliz e confiante.

Eu sei que em vários momentos temos a certeza de que estamos fazendo tudo errado. Eu mesma já me peguei pensando e repensando muitas vezes onde eu poderia melhorar e fazer diferente para me adaptar aos sinais da minha filha Iolanda.

Portanto, saibam que é uma jornada muito PESSOAL e EVOLUTIVA. Repensem sua história, respeite os seus limites e se conecte com as mensagens que o SEU bebê traz (eles são todos diferentes!). Além disso, divirtam-se e relaxem. Assim como acontece com a amamentação ou mamadeira, vocês encontrarão um ritmo que funcionará para vocês.

Ana Rubik é Nutricionista Materno Infantil e acompanha famílias na construção de uma boa relação com a comida, da gestação à primeira infância, passando pela introdução alimentar. Com mais de 10 anos de experiência na área, gosta de questionar recomendações gerais e incentivar os pais a desenvolverem a sua própria maneira de alimentar seus filhos por meio da informação de qualidade, individualidade e reflexão.  Há 3 anos tornou-se mãe da Iolanda, com quem aprende e coloca em prática todo o aprendizado teórico de mais de uma década de estudos. 

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